Cleópatra: Mulheres que mudaram a história

(Maurício Planel/Mundo Estranho)
Culta, inteligente, sedutora, ela governou o Egito por 21 anos. Fez de tudo para salvar seu país do controle de Roma. Por algum tempo, Cleopatra conseguiu.

O que foi: Faraó
Onde viveu: Egito
Quando nasceu e morreu: 69 A.C.- 30 A.C.

Cleópatra é um nome obrigatório em qualquer lista de figuras femininas mais influentes da história. São 30 nesta edição, mas poderiam ser 20, dez ou mesmo cinco mulheres, e ainda assim ela teria que ser citada. O motivo é óbvio: a governante do Egito continua sendo influente, mais de 2 mil anos depois de sua morte.

Um único feito já a colocaria em qualquer ranking: no ano 46 a.C., a rainha de 23 anos entrou em Roma, recepcionada pelo ditador Júlio César, de 54 anos. Um cortejo com banda militar e animais exóticos a recepcionou, enquanto uma estátua de ouro representando a rainha estrangeira era colocada dentro do templo de Vênus, a deusa romana do amor. Era então a mulher mais poderosa que já havia existido. Chegar até ali tinha dado trabalho.

DOIS CASAMENTOS

Filha do faraó Ptolomeu 12, Cleópatra tinha 18 anos quando ele morreu. Deixou como testamento a ordem de que ela reinasse ao lado do irmão Ptolomeu 13, de 10 anos. A rainha seguiu a tradição e se casou com o irmão. Mas os tutores do garoto sabiam que o objetivo de Cleópatra era governar sozinha. Isolada, ela acabou no exílio. Podia ser o fim, se a rainha não tivesse conseguido se aproximar de Júlio César.

Egípcia por criação, grega e macedônia por descendência, ela falava nove idiomas. Era sofisticada e sedutora o suficiente para atrair o imperador. César estava em Alexandria e ela se fez apresentar escondida em um tapete: quando ele foi desenrolado aos pés do imperador, lá estava a rainha.

César ajudou Cleópatra a retomar o controle sobre Alexandria, a capital de seu país. Ela teve que se casar com outro irmão, Ptolomeu 14 (que morreria envenenado), mas agora era a única governante de fato.

O passo seguinte foi tentar salvar sua nação de se tornar uma simples colônia romana. A estadia como convidada do imperador romano funcionou bem para ela alcançar o objetivo, mas só por algum tempo. Quando César foi assassinado, ela voltou correndo para casa.

REMOS DE PRATA

No jogo de poder que se seguiu, a egípcia se posicionou ao lado de Marco Antônio. Era a melhor aposta: carente, mulherengo, impetuoso, ele detinha tropas melhores na comparação com seu maior adversário, o general Otávio. Conquistou Antônio ao aparecer a seu encontro na popa de um barco dourado, com remos feitos de prata. Estava vestida como Vênus e acompanhada por garotos vestidos como Cupidos.

Acontece que Marco Antônio reuniu suas tropas na Síria, e Otávio realizou um bloqueio marítimo eficaz. Derrotado, Antônio correu atrás da amada, que fugira para o Egito. Cercado, se matou. Cleópatra não. Ainda tentou seduzir Otávio.

Quando percebeu que o garoto não cairia por seus encantos é que a rainha cometeu um dos gestos de suicídio mais dramáticos já conhecidos: se deixou picar por uma cobra áspide, pequena e venenosa. Tinha então 39 anos. Seu país acabou controlado pelos romanos. E Ptolomeu 15, filho de Cleópatra 7ª com Júlio César, foi o último faraó.

SEUS GRANDES ACERTOS

Chegou ao poder
Foi preciso casar com dois irmãos, mandar matar outros e buscar apoio em Roma, mas ela se tornou a soberana do Egito
Controlou sua imagem
Cleópatra era mestra no marketing. Cada aparição sua era cuidadosamente planejada. Para se comparar a Ísis, vestia-se como se fosse a deusa
Foi corajosa
Ela perdeu o Egito para os romanos, mas antes fez tudo o que esteve a seu alcance para se tornar uma aliada, e não uma serva

SEUS GRANDES FRACASSOS

Arriscou demais
A estratégia de apoiar líderes específicos de Roma num momento de grande incerteza política se mostrou trágica para o Egito
Governou para poucos
Pesquisas arqueológicas indicam que, enquanto a rainha vivia com grande luxo, crianças recém-nascidas morriam de desnutrição e de sede
Abusou da sedução
Depois de César e Marco Antônio, tentou mais uma vez recorrer à sedução. Com Otávio, a arma não funcionou

Fonte: 
Por Tiago Cordeiro

TEMPOS CLEÓPATRA


40 MÚMIAS DOS TEMPOS CLEÓPATRA PODEM ENSINAR MUITO SOBRE A ÉPOCA

Descobertas agora, elas pertenceram à classe média alta e podem trazer informações sobre os valores, crenças e expectativas sobre vida após a morte

Múmias encontradas em Minya, província localizada a 150 quilômetros ao sul do Cairo, podem revelar como era a vida dos egípcios de classe média há mais de 2 000. Elas foram encontradas em quatro câmaras funerárias localizadas a mais de 9 metros de profundidade, no sítio arqueológico de Tuna el-Gebel. As tumbas continham mais de 40 múmias, incluindo 12 crianças.

Segundo Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, a descoberta foi uma das maiores e mais importantes dos últimos tempos. Ela será capaz de detalhar o dia a dia das pessoas comuns que viveram durante centenas de anos, até a morte de Cleópatra, em 30 a.C..Uma das múmias encontradas no local Reprodução/ Ministério das Antiguidades

Jennifer Gates-Foster, professora de Arqueologia da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, afirma, em entrevista à AH, que a tumba provavelmente foi utilizada por grupos familiares que pertenciam à classe média alta. “A descoberta nos oferece uma visão sobre a comunidade local, sobre suas crenças e valores, e particularmente sobre suas expectativas sobre vida após a morte e as preparações necessárias para que o morto tivesse sucesso em sua transição”.

As múmias estavam em boas condições, devido a um processo de mumificação sofisticado. Algumas delas foram colocadas em caixões de pedra ou sarcófagos de madeira. Outras foram embrulhadas em tecidos de linho, decorados com caligrafia demótica, forma de escrita hieroglífica. “Esse era um processo caro, que representa um grande investimento da parte da família do morto. Também é uma evidência das crenças da época”, afirma Gates-Foster.

Fonte: Uol.com.br

Cleópatra pode ter parecido nos novos arquivos



Canal de ciência para recriar o que a Cleópatra pode ter parecido nos novos arquivos inexplicáveis do Egito (exclusivos)

O Discovery Science Channel recriará a aparência da Rainha Cleópatra através do uso de tecnologia moderna e explorará outras lendas do Egito Antigo em "Arquivos inexplicados do Egito", sua nova série de 10 partes.

A estréia da temporada de duas horas mostrará especialistas focados na recriação da Rainha Cleópatra enquanto também investigam se o reinado de 17 anos do Pharaoh Akhenaten realmente produziu ou não a Utopia da qual ele é creditado.

Tópicos adicionais a serem abordados na primeira temporada da série incluem o fascínio dos antigos egípcios pela morte e o embalsamamento de múmias; o túmulo perdido de Imhotep; a maldição do rei Tutancâmon; a cidade perdida de Tanis; a Grande Esfinge; a ciência por trás das práticas médicas e de engenharia avançadas da cultura antiga; e a verdade por trás do primeiro faraó do Egito.

"Do Rei Tut às Pirâmides de Gizé, esta série destaca algumas das novas idéias que as últimas ferramentas da arqueologia, nos últimos anos, ajudaram a transformar nossa compreensão básica do Egito Antigo", disse o produtor executivo Neil Laird. OWrap

"Arquivos inexplicados do Egito" é produzido pela 360 Production e pela TCB Media Rights, com Edward Hart como produtor em série e Johanna Woolford Gibbon, Paul Heaney e Hannah Demidowicz como produtoras executivas.


Fonte: Thewrap.com/

Um maquiador britânico fez uma maquiagem inspirada em Cleópatra com produtos de make-up similares aos usados pela bela no Egito Antigo. A modelo Flip Driver, que posou para as fotos, recebeu a aplicação de lápis, batom, sombra e cílios postiços feitos pelo Museu da Ciência de Londres, que usaram dados históricos para reproduzir a cor e a textura da maquiagem usada por Cleópatra

Em janeiro, um estudo publicado pela revista científica "Analytical Chemistry" mostrou que Cleópatra não era apenas sedutora. Também sabia tudo de maquiagem. E a usava para ficar mais saudável. Numa incomum linha de pesquisa, cientistas franceses descobriram que a pesadíssima maquiagem dos olhos usada pelas egípcias da Antiguidade não era apenas modismo. Tinha propósito prático: ajudava a manter afastada doenças oculares, a despeito do calor e da falta de higiene.

Se utilizados em doses pequenas, certos sais produzem óxido nítrico, que estimula o sistema de defesa humano a destruir bactérias causadoras de infecções no olhos.

Antes se achava que o look do antigo Egito era fatal - no sentido literal do termo. Isso porque tinha chumbo - mais especificamente, cloreto de chumbo, um sal. Mas os autores do novo estudo - do Museu do Louvre e do CNRS - descobriram que a dose usada era tão pequena que, na verdade, tinha efeito positivo.

APRENDA A FAZER UMA MAKE DE CLEÓPATRA - Maquiagem de Carnaval

Fonte: Pesquisa Google