21 de fevereiro de 2012
Túmulo de Cleópatra e de Marco Antônio
Equipe de arqueólogos que há três anos tenta encontrar túmulo de Cleópatra e de Marco Antônio acredita que a sua descoberta está próxima. As moedas com a efígie da rainha e uma máscara usada por Marco Antônio, encontradas no templo Taposiris Magna, trouxeram uma nova esperança à equipa de profissionais do Egipto e da República Dominicana.
Os arqueólogos acreditam estar perto de encontrar o túmulo de Cleópatra e de Marco Antônio. Neste momento, decorrem escavações em três locais do Egipto e durante a próxima semana vão começar outras num templo a oeste do litoral da cidade de Alexandria, segundo noticia a BBC.
As equipes que estão a trabalhar na área acreditam que o casal de amantes pode estar sepultado próximo do túmulo onde recentemente foram descobertas dez múmias. Durante a análise ao achado arqueológico, os técnicos encontraram ainda um busto de Cleópatra e moedas com a sua efígie.
Uma equipe de profissionais do Egipto e da República Dominicana está há três anos a fazer escavações no Templo de Taposiris Magna, na região de Abusir, onde o Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto acredita que a antiga rainha egípcia esteja sepultada com o general romano. A existência neste local de poços profundos que se assemelham a túmulos dá mais força a esta hipótese.
Nestas sepulturas, além de moedas com a efígie de Cleópatra, foi achado um busto da rainha e uma máscara que os arqueólogos defendem ter pertencido ao romano Marco António. O templo que escondia estes vestígios históricos foi mandado construir durante o reinado de Ptolomeu II (282-246 a.C.).
Cleópatra e o seu amante romano suicidaram-se no ano 30 a.C., depois de terem sido derrotados na Batalha de Actium, contra o futuro imperador de Roma Octávio. Alguns historiadores defendem que antes de se suicidar Cleópatra terá ainda tentado seduzir sem êxito Octávio, tal como já tinha feito com Júlio César e Marco António.
Para a história ficou a imagem de uma Cleópatra bela e sedutora, a quem os homens não conseguiam resistir. Mas alguns achados arqueológicos indicam que a beleza com que era retratada a rainha do Egipto era exagerada, um reflexo da cultura artística de então. Esta tese foi defendida há dois anos por uma equipa de especialistas da Universidade de Newcastle.
Nem todos acreditam que Cleópatra pudesse ser feia. O arqueólogo Zahi Hawas, chefe da equipa (e responsável maior pelos trabalhos de arqueologia no Egipto) que procura a última morada do casal suicida, explica que as moedas agora encontradas no Templo de Taposiris Magna "reflectem um charme... e indicam que Cleópatra não era de modo algum feia".
Este especialista critica ainda os defensores da falta de beleza da soberana egípcia: "O que alguns estudiosos têm dito sobre Cleópatra é muito feito."
(DN Ciência)
3 de fevereiro de 2012
Livros Cleópatra
Ao optar por um olhar desmistificador, Arlete Salvador, jornalista especializada em política, nos apresenta um livro fascinante. Ao se decidir por uma narrativa leve, sem erudição desnecessária, nos revela uma rainha mais próxima do leitor, com dúvidas e inquietações que poderiam ser de qualquer um(a) de nós. Daí que o livro, escrito com surpreendente bom humor, é daqueles que se deixa ler com grande prazer.
encontre esses livros na : Livraria Saraiva
15 de janeiro de 2012
Maquiagem de Cleópatra pode ter sido medicinal, diz estudo
A maquiagem pesada usada por egípcios na Antiguidade, como a famosa rainha Cleópatra, pode ter tido uma finalidade medicinal, e não apenas estética, de acordo com um estudo do Centro Nacional para Pesquisa Científica da França (CNRS).
Os pesquisadores analisaram amostras de cosméticos encontrados em tumbas egípcias e seguiram receitas antigas contidas em relatos de autores greco-romanos e descobriram que eram usados sais que levavam à produção de óxido nítrico - uma substância que estimula o sistema imunológico para combater infecções oculares.
Os sais incluíam chumbo, que faz mal à saúde, mas os cientistas do CNRS e do Museu do Louvre descobriram que em doses muito baixas ele pode ter um efeito benéfico.
O chefe da equipe de pesquisa, Philippe Walter, disse: "Nós sabíamos que os antigos gregos e romanos também tinham percebido que a maquiagem tinha propriedades medicinais, mas queríamos determinar exatamente como funcionava."
Os pesquisadores usaram um minúsculo eletrodo, mais fino do que um fio de cabelo, para examinar os efeitos do sal de cloreto de chumbo sintetizado pelos egípcios - laurionita - em uma única célula.
Em artigo na revista Analytical Chemistry, os cientistas escreveram: "Ao estimular defesas imunológicas não-específicas, pode-se argumentar que estes compostos de chumbo era manufaturados deliberadamente e usados em fórmulas egípcias antigas para prevenir e tratar de males dos olhos, promovendo a ação das células imunológicas." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
fonte:
Estadao.com
26 de dezembro de 2011
Cleópatra, a Rainha do Egito
Cleópatra VII Thea Filopator (Alexandria, Dezembro de 70 a.C. ou Janeiro de 69 a.C. — 12 de Agosto? de 30 a.C.) foi a última farani (feminino de faraó) e rainha da dinastia ptolomaica (oriunda da Macedônia) que dominou o Egito após os gregos terem invadido aquele país. Era filha de Ptolomeu XII e de mãe desconhecida. O nome Cleópatra é grego e significa “Glória do pai”; o seu nome completo, “Cleópatra Thea Filopator” significa “A Deusa Cleópatra, Amada de Seu Pai”. É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Antigo Egipto, sendo conhecida apenas por Cleópatra, ainda que tivessem existido outras Cleópatras a precedê-la, que permanecem desconhecidas do grande público. Nunca foi a detentora única do poder no seu país — de fato co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde por sugestão de Júlio César, então seu amante) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de fato.
Arqueólogos exploram palácio submerso da rainha Cleópatra
Autoridades egípcias divulgaram uma imagem da exploração subaquática nas ruínas do templo de Isis, na ilha real de Antirhodos, no leito do mar do porto de Alexandria, no Egito. O templo de Isis foi o local de onde a rainha Cleópatra governou. As informações são da agência AP.
Uma equipe internacional de mergulhadores liderada pelo arqueólogo subaquático francês Franck Goddio, da Hilti Foundation, está usando tecnologias avançadas para explorar as ruínas submersas do palácio e do complexo do templo de Isis. Na imagem, um mergulhador inspeciona blocos de pedra calcária que fazem parte do templo.
Para realizar as explorações neste local, considerado um dos mais ricos sítios arqueológicos subaquáticos do mundo, os cientistas escavam cuidadosamente e recuperam artefatos impressionantes da última dinastia a governar o Egito antigo, por volta do ano 30 a.C.
Fonte: Terra
25 de agosto de 2010
Poema de amor de António e Cleopatra
25 de abril de 2010
14 de julho de 2009
12 de novembro de 2008
CLEÓPATRA, SUA VERDADEIRA HISTÓRIA
SUA ORIGEMSobre Cleópatra VII muito pouco se sabe e o que chegou até nós foi porque cruzou o caminho dos governantes romanos como Júlio Cesar, Marco Antonio e Otávio Augusto.
Sua família, de origem grega, havia se estabelecido no Egito através de sua conquista por parte do macedônio Alexandre Magno. No ano de 323 a. C. Ptolomeu Lagos já havia instaurado sua própria dinastia na terra dos faraós, fazendo de Alexandria a mais importante cidade da época. Foi através do historiador grego Plutarco que se soube a data de nascimento de Cleópatra. O autor fala no obra "Vida de Antonio" que a rainha do Egito havia morrido aos 39 anos. Sabendo-se que se suicidou em 12 de agosto do ano de 30 a.C., então ela nasceu no ano 69 a.C.
Cleópatra era filha de Ptolomeu XII, apelidado Auletes (tocador de flauta) e de Cleopatra VI Trifena, provavelmente irmã de seu marido. Não há confirmação de que Cleópatra seja filha da irmã-esposa de Ptolomeu XII e, inclusive cogita-se a idéia de que ela seria uma filha bastarda. Sua irmã mais velha chamava-se Berenice IV e a mais nova, Arsinoe. Como irmãos teve: Ptolomeu XIII e Ptolomeu XVI, com quem, de acordo com o costume egípcio, iria contrair matrimônio para tornar-se rainha.

Cleópatra podia tirar proveito do dia a dia da corte, observando as decisões políticas de seu pai, de origem bastarda, que chegou ao trono por não existir herdeiro direto. Mas, sua situação sempre foi marcada pelo temor de perder seu trono e isso o motivou a procurar apoio estrangeiro, que pode encontrar unicamente em Roma. Mediante o pagamento de inúmeras dádivas, Ptolomeu XII conseguiu ter o povo romano como amigo e aliado. Porém, sua má política interna e externa, fez com que perdesse a ilha de Chipre, tradicionalmente egípcia, motivando revolta entre os seus súditos e foi obrigado a abandonar Alexandria no ano 58 a.C.
Sem outro jeito, deixou o poder nas mãos de sua filha Berenice. Exilado e refugiado em Éfeso, dois anos mais tarde com a força das armas e a ajuda do governo romano da Síria permitiram que recuperasse o trono. Como sua filha Berenice reagiu e não quis lhe devolver o poder, mandou executá-la. Desse modo, Cleópatra alcança a primeira posição na linha sucessória.
Quando ficou muito doente, Ptolomeu XII tentou estabelecer uma monarquia colegiada entre seus filhos. Mas, ao morrer, no ano 51 a.C., é Cleópatra que sobe ao trono com apenas 17 anos de idade. Se casou com seu irmão Ptolomeu XIII que contava com 10 anos de idade, já que uma das normas da dinastia ptolomaica regia de que a rainha deveria ser casada.
Ptolomeu XIII, instigado por seus conselheiros, já aspirava matar a irmã-esposa para ficar com o trono do Egito. Há notícias de que no final de 49 a.C. Ptolomeu XIII havia sido declarado amigo e aliado do povo romano e colocado sob a tutela de Pompeu, já que era menor de idade. Cleópatra ante as circunstâncias, declarou guerra ao irmão e teve de fugir para a Síria, onde reuniu um exército para combater o irmão. Pouco depois, no verão do ano 48 a.C. pode organizar-se militarmente com seus fiéis partidários na cidade de Pelúsio.
Júlio César havia conseguido derrotar Pompeu em Farsália em junho de 48 a.C., porém esse pode escapar da morte fugindo para o Egito em busca de refúgio junto a Ptolomeu XIII, de quem havia sido nominalmente tutor. Entretanto, acabou assassinado. César chegou à Alexandria logo após esse crime e logo fica sabendo do enfrentamento entre os irmãos Ptolomeu XIII, governando em Alexandria e Cleópatra, acampada em Pelúsio.
Ptolomeu XIII morreu afogado no Nilo no ano de 47 a.C.

A tal reconciliação foi algo fictício, pois Ptolomeu XIII sempre havia desejado expulsar de Alexandria César. Durante quatro meses os exércitos greco-egípcios e romano se confrontaram em uma série de escaramuças, uma das quais finalizou com a queima da frota egípcia no porto alexandrino. As chamas também alcançaram os moles e edificações próximas, entre elas, a famosa Biblioteca de Alexandria, construída por Ptolomeu. Durante essas batalhas, acredita-se que Ptolomeu XIII morreu afogado no rio Nilo comandando sua frota. Em 15 de janeiro do ano 47 a.C. César controlava o Egito.
Morto Ptolomeu XIII, no estrito cumprimento do testamento depositado em Roma, César entregou o poder a Ptolomeu XIV, que só tinha 6 anos, obrigando a Cleópatra, que já era amante do romano, a casar-se com seu irmão e formar um novo casal real.
Apesar de César estar muito envolvido com Cleópatra, decide voltar a Roma, mas a deixa grávida de um filho seu. Em 27 de junho de 47 a. C., nasceu Ptomoleu César, que o povo egípcio chamou de Cesarión.
No ano seguinte, com seu marido e filho parte para Roma, onde é recebida como uma rainha por César, mas para o povo romano ela não era mais do que sua amante. Esta viagem, independente de outros valores, nos revela o interesse por conhecer os costumes romanos e inclusive o desejo de uma oriental por ocidentalizar-se. Cleópatra permaneceu um ano e meio em Roma, em uma cidade que não podia se comparar com a bela Alexandria. A rainha estava protegida por César, mas tinha a esperança de alcançar uma união legal, o que nunca aconteceu.
César, nunca se importou com o povo, que não gostava da egípcia e construiu em sua honra uma estátua de ouro no templo de Vênus. Porém, o descontentamento era tal, que em 15 de março de 44 a.C., Júlio César foi assassinado durante uma reunião do Senado romano.
A morte de César, truncou os planos, mais políticos que pessoais de Cleópatra. Não só o assassinato, mas também o conhecimento do testamento de César, em que tornara seu único herdeiro Otávio, filho de uma sobrinha-neta por parte de sua irmã, fizeram a compreender que momentaneamente deveria renunciar ao seu sonho. Sua vida e de seu filho corriam perigo e logo retornou ao Egito, esperando o desenrolar de novos acontecimentos.
Cleópatra seguiu reinando o Egito. Quatro anos depois Marco Antonio regressou e tiveram seu terceiro filho, Ptolomeu Filadelfo. Durante algum tempo, Marco Antônio não obteve êxito em suas conquistas, perdendo muitos soldados e terras, até que finalmente invadiu a Armênia e regressou triunfante à Alexandria. Cleópatra foi coroada "Rainha dos reis" e todos seus filhos receberam títulos reais.
Cesários, com 13 anos, foi proclamado "Rei dos reis"; Alejandro Helios, de 6 anos, foi nomeado rei da Armênia; Cleópatra Selena, Rainha de Cirenaica e Creta, também com 6 anos; Ptolomeu Filadelfo, com só 2 anos, rei da Ásia Menor.
Marco Antônio e Cleópatra eram fortes aliados e tinham grandes ambições. Recuperaram alguns territórios que a família da rainha havia controlado no passado. Porém Otávio sabendo da ambição de ambos, informou ao Senado romano que Marco Antônio era um traidor. Também tinha tomado o divórcio de Marco Antônio com sua irmã uma ofensa.

No final de 32 a.C., Otávio declarou guerra à Cleópatra e ao Egito. Marco Antônio atuou na guerra como aliado de Cleópatra contra Roma. Chegaram à Grécia temendo um ataque que levara a perder esse território. O que realmente aconteceu é que os soldados romanos foram vencendo o exército de Marco Antônio, capturando seus fortes e afundando seus barcos.
Pouco a pouco a situação foi piorando, e desesperados, Antônio e Cleópatra decidiram atravessar o cerco romano. Foram derrotados na famosa batalha de Accio (Actium), enquanto Cleópatra conseguiu fugir com sua frota regressando à Alexandria, onde entrou triunfante como se tivesse conquistado uma grande vitória, para evitar que seus inimigos no Egito não a deixassem entrar ao saber que havia sido vencida por Otávio.
Marco Antônio estava desiludido com a desonra e decidiu ocultar-se na ilha de Faros, sem querer ver ninguém. Enquanto isso, Cleópatra seguia pensando na forma de continuar seu governo. Otávio já não tinha suficiente ouro para pagar os exércitos, por isso não poderia atacar tão cedo. Porém se sabia que ele voltaria em busca das riquezas do Egito.
Um tempo depois, Marco Antônio saiu de seu retiro e unindo-se a Cleópatra de novo voltaram a realizar festas no palácio.
Um ano depois, receberam a notícia da chegada de Otávio, e Cleópatra temendo sua reação, lhe enviou uma carta oferecendo-lhe o Egito com a condição de que seus filhos governassem. Porém Otávio não respondeu, pois sua idéia era governar sozinho.
Marco Antônio reuniu seu exército para enfrentar Otávio, mas seus soldados desertaram e culpavam Cleópatra, que assustada com a ira do romano se encerrou num mausoléu. Corriam rumores que a rainha egípcia havia se suicidado. Marco Antônio enlouquecido se cravou sua espada, justamente no momento em que o secretário de Cleópatra chegava com a notícia que ela estava viva. Foi levado então até a rainha e morreu em seus braços.
Pouco depois, com a idade de 39 anos, morreu Cleópatra, a última rainha do Egito. Morre a grande mulher e nasce o mito.

A superioridade do Ocidente frente ao Oriente, somada à oposição do masculino pelo feminino foram os elementos que desencadearam a luta entre Cleópatra e o romano Otávio.
Graças a recentes publicações, nos foi possível conhecer um pouco mais da Rainha Cleópatra. É hoje, de nosso conhecimento, o seu paralelo papel de mãe, sempre preocupada com o futuro de seus filhos. Os alguns episódios da vida desta mulher que nasceu no ano de 69 a.C. e morreu em 30 a.C., nos permite contemplar uma rainha que refletia e calculava detidamente todas as suas decisões, tendo sempre em conta os interesses do seu reino e de seus filhos. A opção pelo suicídio é prova cabal destes fatos.
Cleópatra lutou até o fim para preservar a independência de seu reino e se equivocou ao pensar que poderia derrotar Roma. A sua enorme popularidade não só no Egito, revelam que efetivamente ela havia sido uma extraordinária mulher e uma rainha-regente muito competente. Sua memória foi honrada através dos séculos pelos egípcios, porque eles sempre entenderam as atitudes e comportamento desta mulher que antes de tudo, queria reinar um Estado livre, sem a presença romana.
CLEÓPATRAS ATUAIS
Hoje, mais do que nunca, encontramos mulheres que conseguiram posições executivas, gerenciais e profissionais, com todos os poderes e responsabilidades que isso acarreta. Seus problemas, portanto, são de mulheres importantes e, as soluções que darão a eles serão diferentes das dos homens, porque são intrinsecamente diferente deles. Biologicamente, as mulheres são diferentes em estrutura e potencialidade. Psicologicamente, os valores femininos tendem a ser ordenados de forma diferente, de forma que suas prioridades podem não se alinhar da maneira como os homens fazem. As escolhas das mulheres são estruturadas em grande parte por relacionamentos. Ao contrário, os relacionamentos entre homens tendem a ser estruturados largamente pelas escolhas que fazem.
Parece que os conflitos psíquicos mais profundos surgem quando se vive de uma forma fortemente unilateral, voltado para a identidade ou para o relacionamento. A mulher bem-sucedida no mundo masculino e que também tem conseguido manter um lar com filhos e marido, está começando a entender o preço demasiado caro que lhe é cobrado para estabelecer sua identidade. Tem sido mais difícil para ela do que jamais pensara que fosse, pois teve que fazer tudo o que os homens fazem e mais, porque ainda carrega a responsabilidade primária de cuidar da família.
Esta mulher sofre com a recusa ou impossibilidade de conviver com ela mesma. Acaba oscilando entre o desespero e a culpa: desespero de saber que nunca poderá estar completamente segura em um mundo de valores patriarcais; culpa, porque mesmo que consiga o reconhecimento neste mundo, uma parte muito importante de seu ser, seu Eros, terá que ser sacrificada no processo. A posição de um ego voltado para objetivos da identidade, reconhecimento e poder dá margem a uma sombra, uma contraparte inconsciente inferior que recusa significado e reprime o sentimento. A mulher nesta posição pode facilmente ser dominada pelos valores patriarcais ao seu redor. Ela poderá então, se tornar ausente em relação ao filho ou marido; uma mulher fria e distante. Por dentro, entretanto, ela é um caldeirão de contradições. O lado feminino, que em sua totalidade baseia-se na função maternal, será vista por esta mulher como uma ameaça à sua identidade.E, deste modo, a mulher fica dividida entre estes dois conjuntos opostos, que acredita que a sociedade impõe à ela. Mas será mesmo que a sociedade impôs isso?
Não podemos negar que em grande parte somos condicionados pela sociedade. Nossos condicionamentos começam quando nascemos, quando começamos a perceber as expectativas de nossa mãe e depois do mundo inteiro. Mesmo assim, se pudermos acreditar que somos algo mais do que condicionamento, que viemos para este mundo com padrões arquetípicos impressos, então, diante de tudo que nos é oferecido, teremos alguma escolha quanto aos padrões que vamos ultrapassar, quais aceitar e quais recusar.
Pode uma sociedade livre impor alguma coisa a alguém se a pessoa não concorda tacitamente com isso? Quando se percebe que nos foi ensinado a seguir a multidão sem querer pensar, podemos descobrir que afinal de contas ainda temos alguma escolha.
Rosane Volpatto
A.Weegall : " The life and Times of Cleopatra ". Londres , 1914 .
M.Heim : " Cléopâtre ". París, 1962 .
- J.Benoist - Mechin : " Cléopâtre ou le Rêve evanoui ". Lausa ,1964.
M.Peyramoure : " Cleopatra " . Barcelona , 1959 .
- Enciclopedia Universal ilustrada , tomo XIII : " Cleopatra ".








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